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sábado, 19 de setembro de 2009

A morte...

…é a nossa maior inevitabilidade, a nossa única certeza. Se o destino existe, ela é sem dúvida o nosso destino comum, o único.
Assustadora quase sempre, consoladora às vezes, por muito que tente mostrar-nos que é até mais honesta e segura do que a própria vida, não se livra da má fama de Ceifeira que ceifa o que está pronto para ser ceifado e o que ainda, aos nossos olhos, não está. E isso todos nós sentimos como uma enorme injustiça. Mas o que sabemos nós?! Nada. Nada, a não ser que por ela seremos levados, mais cedo ou mais tarde.
Já lhe vi os olhos em outros olhos. Já estive perto dela, mais do que uma vez e sei que quando chega aquele momento em que ela nos dá a mão e diz, Vamos que chegou a hora, o medo do desconhecido é inevitável. Não é o medo dela, é o medo do desconhecido. Há certos rostos que se suavizam quase de imediato! Quem sabe se o desconhecido afinal nos é familiar e está apenas esquecido?...
O facto é que tratamos muito mal a morte, às vezes pior ainda do que tratamos a vida. Não só evitamos falar dela, como todos os dias fazemos de conta que não existe. Mas estamos sempre prontos a desafiá-la! Desafiamo-la quando entramos no carro; desafiamo-la quando ignoramos os sinais do nosso corpo; desafiamo-la quando atravessamos a estrada; quando entramos na banheira; quando mergulhamos nas ondas… desafiamo-la a toda a hora como se tivéssemos uma necessidade maior de lhe provar que não nos vence, ainda que saibamos que será sempre ela a vencer. Cada dia que se ganha é uma vitória. Talvez por isso nos custe tanto ver vidas tão jovens serem ceifadas.
Mas uma coisa é certa – não sabemos o que existe para lá dela. Não sabemos o que está do outro lado. Não sabemos para onde vamos quando nos vamos embora e, não sabemos sequer, se apesar de nos parecer uma monstruosidade, uma enorme injustiça, ela, a morte, não sabe mais do que nós, aquilo que anda a fazer…

Já é tarde...e eu estava sedento de palavras...

Bragança

terça-feira, 21 de julho de 2009

medo

morte. Palavra esta que a todos atormenta, assusta. O medo de cair no chão inanimado e nunca mais se levantar é...
Todos desejam fugir dela, todos querem que ela se apague do dicionário, pois têm medo desta "mulher"
"mulher" esta que nos tira a vida, sem avisar, vem como um ladrão e rouba-nos o que nos é mais precioso...
Mas a mim, morte, vem. Vem com a tua glória e com o teu poder letal! Tira-me tudo! Apaga-me...Tu "mulher" que me fazes tremer, que não me deixas dormir...Tu que fazes parte dos meus sonhos, dos meus desejos e dos meus mais escuros medos...
Vem! Apodera-te do meu ser! Leva-me! Pois eu fui feliz! Sei que aproveitei tudo o que a vida me deixou aproveitar: amei uma mulher, chorei e ri com os amigos, discuti e abracei a família...Leva-me...Força poderosa e letal...

Desculpem...

Bragança

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Qual a legitimidade das organizações religiosas?

Desde terça-feira que tenho passado noites em branco em volta de um livro que descobri em casa de um conhecido: “Segredos do Código ”. É um livro que fala sobre muitos aspectos considerados na obra e um deles é a Opus Dei. Todos já ouviram falar da Opus Dei. No best-seller de Dan Brown esta organização religiosa tem como, digamos, representantes, o Silas (aquele que se auto-mutila várias vezes) e aquele padre (ou lá o que é) que é morto quase no final do filme (recordam-se?)

Foi justamente por causa das coisas estranhas que envolviam a Opus Dei que decidi investigar este livro, “Segredos do Código”. Antes um pouco de história: basicamente a Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica, fundada por São Josemaria Escrivá de Balaguer a 2 de Outubro de 1928. Segundo o fundador "o Opus Dei tem por fim promover entre pessoas de todas as classes da sociedade o desejo da plenitude da vida cristã no meio do mundo. Quer dizer, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo — o homem vulgar, o homem da rua — a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar seu modo normal de vida, nem seu trabalho ordinário, nem suas aspirações e anseios. Vou agora mostrar-vos algumas das coisas que me perturbaram sobre a Opus Dei e que estão escritas no tal livro:

“Alguns termos básicos: numerários e numerárias são membros solteiros que professam um «compromisso» de celibato e vivem normalmente em «centros». Entregam os seus rendimentos e recebem uma quantia para des­pesas pessoais. Correspondendo a cerca de vinte por cento dos membros, seguem o «plano de vida», uma ordem do dia que inclui missa, leituras reli­giosas, prece privada e, dependendo da pessoa, suplícios de ordem física. Também frequentam cursos de Verão na Opus Dei. Em cada ano, proferem um compromisso oral com a organização; depois de cinco anos, fazem «um voto de fidelidade», um compromisso para toda a vida. Há centros separa­dos, para homens e mulheres, cada um com um director. Os numerários homens são incentivados a considerar a possibilidade de se ordenarem padres. Após dez anos de formação, aqueles que sentem ter vocação são enviados para o seminário da Opus Dei em Roma, a Universidade Romana da Santa Cruz. Tudo isto porque acreditam que eles serão um dia santos e auxiliares de Deus no Céu.

A maior parte dos membros são supranumerários, pessoas casadas que contribuem financeiramente e às vezes prestam serviços em instituições ligadas à Opus Dei, como escolas. Adscritos são indivíduos solteiros «me­nos disponíveis» e que permanecem em suas casas devido a outros compro­missos, como responsabilidades em relação a pais idosos. Colaboradores, no sentido estrito, não são propriamente membros, pois «ainda não têm vo­cações divinas». Contribuem através do trabalho, da ajuda financeira e da oração...

Segundo dois ex-numerários, algumas mulheres numerárias são requisi­tadas para limpar os centros destinados aos homens e também para cozinhar para eles. Quando elas chegam para fazer a limpeza, os homens abandonam o recinto, para que não se estabeleçam quaisquer contactos. Perguntei a Bill Schmitt se as mulheres mostravam alguma resistência em relação a esse procedimento. «Não. De forma alguma.» É um trabalho remunerado da «família» da Opus Dei e é encarado como um apostolado... «Completamente falso», disse Anne Schweninger. «Eu não tinha escolha. Uma vez na Opus Dei, o que se pede é uma ordem.»”

Fonte: “Segredos do Código”- páginas 240/241

Sendo assim as grandes questões que se impõem neste domínio são: qual a legitimidade desta organização em controlar assim os seus seguidores? E o porquê destas pessoas sujeitar-se a tais coisas? Estão à procura da tal santidade referida em cima? Ela existe? Vale o esforço? Será verdade? E o suplicio corporal, que dizer dele? Será que esta organização “molda” as pessoas? Que direito é que eles têm? Como podem as pessoas acreditar piamente?

Perguntas às quais procuro resposta. Mas já dizia o outro: “ A religião é o ópio do povo”. Move multidões em busca de utopias…

Bem agora vou dormir se não amanha fico mal disposto e o mais provável é que não chegue a terminar esta frase o que é no

Bragança

domingo, 14 de junho de 2009

Egoísmo Psicológico: Introdução

Vou reflectir um pouco sobre a teoria do Egoísmo Psicológico, o mais sintáctico possível… É importante referir que esta teoria defende COMO SOMOS e não COMO DEVEREMOS SER… O Egoísmo Psicológico é a teoria que defende que todos os nossos actos são realizados pelo interesse pessoal e que sempre que fazemos bem a alguém, fazemo-lo porque sabemos que isso vai influenciar o nosso bem-estar (ou porque procuramos a aprovação de terceiros que influenciará por si só o nosso bem-estar). Pensemos em todos os actos que fazemos ao ajudarmos e alguém e pensemos na justificação de o fazermos… “Porque é que é voluntária num hospital?” , “Porque gosto de ver o sorriso destas pessoas ao verem-me a mim, e isso é bastante recompensador”. Parece que então apenas é voluntária porque cada sorriso é recompensador e isso influencia no seu bem-estar. “Porque é que queres dar boleia a este teu colega, neste dia de chuva?”, “Porque se fosse eu também gostaria de ter boleia”. Mais uma vez, uma justificação egoísta. “Porque razão ajudas tu o teu colega para o exame?”, “Porque se fosse eu também queria ser ajudado” ou “Porque se ele tirar positiva isso irá fazer-me feliz porque ele também vai estar feliz” ou ainda “Porque não lhe queria dizer que não”. Todas estas justificações parecem ser simplesmente egoístas… Sei que há pessoas que dedicam grande parte da sua vida a ajudar os outros, abdicando de prazeres que contribuiriam para o seu bem-estar, mas essas pessoas só o fazem para serem recompensadas pelos seus esforços: fama, reconhecimento, esperança de um lugar no Céu, aprovação de terceiros... Não há (segundo a teoria) acções genuinamente altruístas; aliás, o altruísmo é uma ILUSÃO! Elliott Sober acrescenta ainda “O soldado na trincheira que se faz rebentar juntamente com uma granada para salvar a vida dos seus camaradas(…). Como pode esse acto resultar do interesse próprio se o soldado sabe que acabará com a sua vida? O egoísta pode responder que o soldado percebe nesse instante que prefere morrer a sofrer a culpa que o perseguiria para sempre se se salvasse a si próprio e deixasse que os seus amigos morressem. O soldado prefere morrer e nada mais sentir, a viver e sofrer os tormentos dos condenados. Esta resposta pode parecer forçada, mas ainda está por determinar a razão por que a devemos considerar falsa.”… Muitas críticas são feitas à teorias, críticas mais plausíveis que a própria teoria (daí dizer-se que cabe ao egoísta o ónus da prova). Vou apresentar a objecção que, para mim, é a mais destrutiva da teoria… Essa objecção passa por defender que o sentimento de prazer quando fazemos bem aos outros pode não ter sido a causa da acção, mas sim o seu efeito…vejamos o exemplo do voluntariado…ela diz que o sorriso dos pacientes lhe faz sentir bem e que é recompensador…mas porque razão lhe faz sentir bem e é recompensador saber que os outros estão feliz por vê-la? Um egoísta total nunca sentiria prazer ao ver a felicidade dos outros!... Um egoísta é um egoísta, e nunca sentiria que era reconfortante e recompensador ver a felicidade dos outros! É aqui, especialmente neste ponto que a teoria cai!... Conclusão… O Egoísmo Psicológico tem boas razões a seu favor mas não explica porque razão o efeito de um acto “altruísta” nos faz sentir bem…assim sendo, a teoria desmorona... queria mesmo assim sublinhar que continuo a ser um defensor do Egoísmo Psicológico!
Motaz

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CRIME EM PORTUGAL... CRIME?

Se piratearmos, em Portugal, podemos ter até 3 anos de prisão!
Se violarmos uma criança, em Portugal, podemos ter 3 anos de prisão!
Um bocado absurdo, hein?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Um mundo simplificado; Uma geração pueril.

Será que defacto me conheço?! Será que conheço realmente o meu grande amigo, "Judas" que caminha comigo durante o dia e durante a noite e me dá uma sapatada nas costas como um meio para eu obter consolo?! A questão por mim defendida é que, é impossivel reconhecermos o que nos define. Somos um ser inconstante que perante a mesma situação, age segundo um processo num dia; segundo outro processo no dia anterior. Tudo depende do que uma determinada pessoa fez por nós há dois dias atrás ou será há dois dias à frente do dia de hoje?! O estado gradual do tempo não importa para os seres racionais que deveriam ser intitulados como irracionais! Que diferença faz se uma relação dura anos?! " Fiz hoje uma amizade bem melhor que essa!" Quem sabe, um dia destes pode ser que a ciência faça uma experiência com um chimpanzé e com um homem e verifique que o chimpanzé possui, sem dúvida, mais capacidades que o primeiro! Mas que "merda" de pessoas nós somos?! Não me olhem assim só porque alguém se lembrou de chamar merda às coisas más, sem sentido, que nos causam infelicidade e frustração. É só um conceito clarificado! Também peço desculpa, não me refiro a nós... Não me incluo a mim nem a ti, meu amigo, neste oceano tão insignificante de ideias! Podia fazer uma crónica sobre isto mas estaria a ser menos filosófica do que o que fui nesta viagem! Estará o mundo a formar pessoas para que estas se deixem reger pela tecnologia ( não pela ciência, atenção! )?! Estará o mundo a formar pessoas para que estas esqueçam que têm um ancestral comum a tantas outras?! O problema fica em aberto.

Rita

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Apeteceu-me....desculpem lá o mau jeito


Apraz-me deitar cá para fora o seguinte pensamento:O bairrismo é saudável, o fanatismo é aceitável, a cegueira é incurável e a estupidez, essa meus amigos, é lamentável.Não sei, apeteceu-me dar numa de filósofo frustrado.


Bragança